Blog da Lubrificação Industrial

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Teor de água em óleos lubrificantes industriais

(Nota: aplicam-se critérios mais severos a óleos utilizados em equipamento elétrico, tais como óleo isolante para transformadores).

O conceito de óleo industrial seco significa óleo límpido, sem turbidez nem água livre aparente.

Óleo mineral é hidrofílico. A solubilidade de água em óleo mineral está em função da temperatura.

A solubilidade máxima de água em óleo mineral é de aproximadamente 0,05% (500 pmm) no óleo a 100ºC.

A determinação do teor de água acima de 0,1% pode ser feita pelo método Stark/Dean (destilação). Abaixo de 0,1%, ou no caso de amostras pequenas, a determinação é feita preferivelmente pelo método Karl Fischer. Várias normas DIN, ASTM, IP, ABNT descrevem os ensaios aplicáveis.

Para todos os fins práticos, o teste de crepitação, que detecta com segurança teores de água acima de 0,1%, é o suficiente para o controle do teor de água no óleo mineral.

Dipl.-Chem Dr. Rer. Nat. Uwe J. Moeller e Dipl. Ing. Udo Boor, no livro Schmierstoffe im Betrieb (Lubrificantes nas Indústrias), página 474, escrevem:

“Teor de água: Traços de umidade nno possuem importância prática. A medição do teor de água somente é recomendada, quando houver turbidez causada por uma quantidade de água acima do limite de solubilidade da água em óleo.”

Na página 475, escrevem: “Teor de água: o teor de água em óleos minerais e óleo sintéticos nno deve ultrapassar 0,1%. Valores mais elevados podem contribuir para maior corrosividade e no caso de óleos do tipo HLP, a decomposição de aditivos.”

Informação do Standard Handbook of Lubrication Engineering, página 26-31, Water Content (teor de água):

“O terceiro método, Karl Fischer, é o teste mais sensível, detectando a presença de água em partes por milhão. Tal precisão nno é necessária na maioria dos casos, porém em óleos isolantes, onde quantidades minúsculas de água podem afetar seriamente a capacidade isolante, a detecção de pequenas quantidades é uma necessidade. Significado do teste de água: Lubrificantes usados em serviço muito raramente permanecem totalmente isentos de água …. etc.”

Água em sistemas hidráulicos usualmente resulta da condensação de umidade atmosférica. Permitindo-se o acúmulo de água, poderá ser esperada corrosão. Quando excede 0,1%, a água deve ser removida. No caso de tanques de estocagem de óleos básicos nas refinarias ou fábricas de lubrificantes, devido aos ciclos térmicos, ocorre repetida absorção e separação da umidade, resultando no acúmulo de quantidades significativas de água livre no fundo dos tanques que periodicamente devem ser drenadas.

500 ppm correspondem à metade do valor máximo de teor de água admitido como aceitável em óleos lubrificantes industriais e não sno detectados pelo teste de crepitação.

O controle de presença de água adotado pelas empresas de lubrificantes para óleos lubrificantes convencionais (incluindo óleos hidráulicos) pode ser feito pelo teste de crepitação. Nno havendo crepitação, o óleo é considerado como apto para serviço. A razão para este critério é que para manter o óleo com baixo teor de água, próximo de 0 ppm, é necessário manipular, estocar, transportar, aplicar e usar o óleo sob condições de absoluta ausência de umidade atmosférica. Isso, com exceção de óleos isolantes, é impossível na prática. Tambores e baldes nno sno estanques. Tanques dos sistemas de lubrificação ou hidráulicos estão abertos para a atmosfera. Com isso qualquer óleo, em pouco tempo, absorve umidade (água) até o limite de solubilidade na temperatura em que se encontra.

Deve-se atentar ainda B manipulação da amostra de óleo colhida para a análise. Qualquer resultado somente pode ser aceito sem suspeita, desde que foram observados todos os procedimentos exigidos para a coleta da amostra (vasilhame rigorosamente seco, transferência para o vasilhame com os devidos cuidados, etc.). Qualquer falha, por menor que seja, facilmente aumenta o teor de água em valores nno passíveis de quantificação pelo método de crepitação ou destilação, porém pelo método Karl Fischer.

Por outro lado, se por alguma razão há necessidade de um óleo mineral com características especiais, tais como baixo teor de água medido pelo método de Karl Fischer (óleos isolantes, por exemplo), ou, cada vez mais exigido, elevado grau de limpeza do óleo (robôs industriais), estas exigências devem fazer parte do contrato comercial.

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Comments

  • Posted: 10/03/2015 17:09

    Amarildo

    Qual o limite máximo admitido de água em óleo novo? Alguém sabe dizer?
  • Posted: 20/03/2015 10:44

    Reinaldo

    Prezado Amarildo, oque limita o volume de água no óleo ( incluindo óleo Novo) é o limite que seu equipamento exige, as boas práticas sugerem que seja feita uma análise em todo óleo novo que entra na planta, incluindo uma análise do teor de água. Att Reinaldo