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O ciclo do lubrificante mineral

O ciclo do lubrificante mineral

ciclo do lubrificante

O diagrama ilustra, em termos gerais, o ciclo do óleo lubrificante desde a sua origem até o seu descarte total. Tudo se inicia na refinaria que recebe o petróleo cru e o separa em seus componentes. No caso presente ignoramos os combustíveis, asfalto e outros derivados e focamos somente os vários óleos básicos utilizados posteriormente na fabricação de óleos lubrificantes acabados.

Ao mesmo tempo, as indústrias químicas produzem, entre outros, óleos sintéticos e aditivos, que  encontram uso, no caso do óleo lubrificante virgem, nas instalações do fabricante de óleos lubrificantes.  Nessas indústrias entram ainda óleos vegetais como aditivos a determinados lubrificantes assim como o óleo rerrefinado vindo do rerrefinador.

Os óleos lubrificantes acabados vão para o usuário, que os utiliza, mantêm, recicla internamente e finalmente ou os descarta indo para o rerrefinador ou os destina para firmas especializadas na reciclagem, as quais os devolvem ao usuário após tratamentos que ou restituem totalmente as suas propriedades originais ou os transformam em outros tipos de lubrificantes (usualmente menos “nobres” do que o produto original). Quando o lubrificante usado é contaminado de maneira a impedir a sua regeneração, o mesmo é destinado ao rerrefinador.

Há as emulsões de óleos de corte, por exemplo. Estas após certo tempo de uso (que depende dos cuidados dados aos mesmos e o grau de contaminação com outros produtos) têm que ser descartadas. Este descarte pode ser feitos por firma especializada que as decompõe. O resultado dessa decomposição é usualmente óleo mineral, água e borras. O óleo geralmente é destinado ao rerrefinador; a água, após enquadramento nas exigências ambientais, é destinado às Estações de Tratamento de Esgotos (E.T.E.) e as borras são incineradas em instalações especiais ou coprocessadas nos fornos de indústrias de cimento.

Embalagens sujas (em geral os tambores) são destinadas a firmas especializadas que as limpam e reprocessam para voltar aos fabricantes de lubrificantes ou outros. Embalagens pequenas, tais como baldes e latas, são limpas para o reaproveitamento do óleo aderido ou não suficientemente drenado e em seguida são destinadas à reciclagem (embalagens metálicas vão às usinas siderúrgicas, embalagens plásticas vão aos recicladores de plástico).

O termo “nobre” acima utilizado, tem um significado relativo e nada tem a ver com o seu custo (óleos menos “nobres” podem ser mais caros do que óleos mais “nobres”). No caso presente refere-se aos efeitos negativos que contaminações presentes podem exercer sobre o desempenho do sistema no qual é utilizado. Neste sentido o óleo de turbina, por exemplo, representa o mais elevado nível de “nobreza”, pois o mesmo deve ser mantido o mais limpo e isento de contaminações. Porém quando contaminado com um grau de contaminação por outro tipo de óleo lubrificante que o torna inadequado para uso em turbinas, certamente pode ser empregado em muitos sistemas hidráulicos e este, quando contaminado, por exemplo, por óleo de corte integral, ainda pode ser utilizado na lubrificação geral ou como óleo de corte.

O recondicionamento de óleo mencionado na ilustração aplica-se tipicamente a óleos hidráulicos, óleos de corte integrais, óleos de circulação, óleo de tempera, óleo de transferência de calor e outros utilizado em maior volume. Este processo pode representar significativa economia em lubrificantes. A segregação dos óleos usados, pelo gerador, por tipo e grau de viscosidade, aumenta em muito o sucesso e a economicidade do recondicionamento.

Categories:   Filtragem, Lubrificação, Oleo

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