Blog da Lubrificação Industrial

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Equipamentos críticos quanto a lubrificação

Muitos lubrificantes e máquinas são “elásticos” quanto ao lubrificante utilizado. Muitas máquinas funcionam meses e até anos com o lubrificante errado. São usualmente as máquinas menos sofisticadas e submetidas a esforços menores. Isso leva muitos a estender o uso de lubrificantes inadequados, de baixa qualildade, a toda sua indústria. Muitas vezes maiores folgas e maior consumo de óleo são compensadas por óleos mais viscosos, que podem resultar em maior temperatura do óleo e em conseqüência, mais rápida necessidade de troca por oxidação.

Porém algumas máquinas que sempre requerem maior cuidado, pois resultados adversos podem aparecer em curto espaço de tempo. São compressores de refrigeração (baixo ponto de mínima fluidez para evitar a obstrução da circulação do meio refrigerante), bombas de vácuo (estreita faixa de destilação do óleo para evitar perdas excessivas por evaporação), fusos de alta velocidade (viscosidade adequada para reduzir o consumo de energia e aquecimento), sistemas hidráulicos que operam sob grande variação de temperatura (alto índice de viscosidade) e com folgas minúsculas (alto grau de pureza = ausência de impurezas), guias e barramentos de máquinas operatrizes de alta precisão (reduzir o stick-slip – movimento descontínuo). Estes exemplos não constituem uma lista exaustiva.

A identificação e o cuidado com estes equipamentos críticos é um dos fundamentos da Nova Lubrificação SIL.

Fenômenos negativos ligados a lubrificantes e produtos afins inadequados

 Fatores negativos observados em curto prazo (horas a semanas):

 *          Fluidos de corte: acabamento da superfície das peças usinadas; vida útil das ferramentas entre as reafiações (resultados negativos podem aparecer em poucas horas).

*          Óleo para sistema de refrigeração: obstrução no evaporador pela deposição de cera.

*          Óleo para compressor de ar: maiores depósitos nas válvulas.

*          Bombas de vácuo: maior consumo por evaporação, vácuo insuficiente.

*          Guias e barramentos: trepidação, acabamento da superfície das peças usinadas.

*          Mancais de rolamento de alta velocidade: excessivo aquecimento.

*          Fusos de alta velocidade: aquecimento e aumento de consumo de energia.

*          Viscosidade ou índice de viscosidade errados: funcionamento errático na partida a frio; sob alta temperatura perda de pressão e vazamentos internos e externos.

*          Formação de espuma (em curto período de funcionamento da máquina).

 

Fatores negativos observados em médio e longo prazo (meses e anos):

*          Desgaste em bombas e engrenagens.

*          Depósitos em válvulas e outras superfícies internas.

*          Oxidação prematura do óleo.

*          Ferrugem nas superfícies internas.

 

Os danos podem manifestar-se depois de passar a utilizar o lubrificante correto e que então é considerado o culpado pelos danos.

 

Categories:   Lubrificação, Oleo

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