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Comparação de Viscosidades

viscosidade

A determinação da viscosidade correta para um determinado mecanismo pode ser feita com grande precisão, desde que sejam conhecidos (e principalmente mantidos durante a operação) os seguintes fatores principais: carga, velocidade, temperatura e folga. A presença de fatores conflitantes resulta na necessidade de compromissos e/ou adoção de meios auxiliares, tais como um sistema que introduz o lubrificante sob pressão na área a ser lubrificada. Para a grande maioria das situações industriais há precedentes e exemplos em forma de tabelas ou recomendações básicas que dispensam os cálculos. O fato que na prática pelo menos um fator está em constante variação (a temperatura), faz com que o equipamento lubrificado raras vezes trabalhe com a viscosidade calculada, resultando em menor vida útil do elemento lubrificado, ou, por outro lado, exige meios auxiliares dispendiosos para garantir uma vida útil satisfatória do equipamento.
Intuitivamente associa-se alta viscosidade do lubrificante a mecanismos com baixa velocidade de rotação, submetidos a altas cargas e temperaturas (Produtos de Alta Performance), assim como associa-se lubrificante pouco viscoso a mecanismos leves, usualmente operando com alta velocidade de rotação e em ambiente frio.
O cálculo de viscosidade (Análise de Óleo), ao levar em consideração todos os fatores, resulta com que baixa viscosidade usualmente seja associada a baixa carga, alta velocidade, baixa temperatura (Produtos de Alta Performance) e pequenas folgas. Alta viscosidade usualmente é associada a altas cargas, baixa velocidade, alta temperatura e folgas grandes.
Alguns exemplos extremos do uso de óleos com muito baixa viscosidade encontram-se em fusos de indústrias de fiação, mancais de retífica (pouco mais viscoso que o querosene – ISO VG 2). Do outro lado da escala, exemplos de muito alta viscosidade encontram-se engrenagens e mancais em usinas de açúcar e fábricas de cimento (pouco menos viscoso que o asfalto, > ISO VG 1500).
A grande maioria das necessidades de lubrificação, no entanto, são satisfeitas com lubrificantes que apresentam viscosidades entre ISO VG 22 e ISO VG 680. Exemplos são: óleo hidráulico: ISO VG 22 a 100; óleo para engrenagens: ISO VG 32 a 680; óleo para motor de combustão interna: ISO VG 32 a 220 (SAE 10W a 50); óleo para lubrificação geral: ISO VG 46 a 100.
Como comparação: a viscosidade da água a 20ºC é 1,007 cSt. Portanto, um óleo com uma viscosidade de ISO VG 68 possui uma viscosidade 68 vezes maior do que a água.
Ocorre, no entanto, que as viscosidades estabelecidas originalmente para uma determinada aplicação nem sempre são mais as ideais nem corretas, em vista de alterações nas condições de operação do mecanismo. O equipamento é submetido a mais altas cargas ou regimes de velocidade ou passa a operar sob condições mais quentes (mais equipamento instalado nas proximidades) ou em regime mais forçado reduzindo períodos de repouso e dissipação de calor. Nessas condições, o grau de viscosidade terá que ser revisto e, possivelmente, o mesmo aplica-se ao tipo de lubrificante empregado (possivelmente com mais alta resistência térmica e à oxidação).
A revisão das condições de operação e a adequação de um lubrificante adequado às novas condições, o acompanhamento da eficácia das modificações introduzidas, é uma das tarefas do especialista no Programa da Nova Lubrificação. </br>
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