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Aditivos antidesgaste ou EP

A eficácia dos aditivos EP é mais do que provada na prática. Explica-se o seu funcionamento através de reações químicas que se iniciam a partir de determinadas temperaturas na área de corte, entre o substrato metálico e os elementos químicos, formando assim sais (fosfeto de ferro, cloreto de ferro, sulfeto de ferro etc). O ponto de fusão desses materiais coincide satisfatoriamente com as faixas de temperaturas que provavelmente ocorrem na área de corte. As matérias graxas são exceções: agem por adsorção sobre a superfície metálica e sua faixa de atuação está entre 100 a 200ºC. Os cloretos possuem ponto de fusão em torno de 600ºC e os sulfetos em torno de 1000ºC. Estes fatos levam a sugerir, à primeira vista, que os óleos com elevadas propriedades EP não sejam ativados em cortes leves. Contrário a isso há o fato incontestável de que metais facilmente usináveis são freqüentemente usinados com grande sucesso com estes óleos, em relação a uma maior vida útil das ferramentas entre as afiações.

Grosso modo, os óleos de corte integrais proporcionam as excelentes propriedades lubrificantes necessárias em operações de pequenas folgas, de baixas velocidades, especialmente naquelas em que se deseja excelente acabamento das superfícies. Protegem bem contra a corrosão e a vida útil na máquina é longa porque no óleo não há o crescimento de bactérias causadoras de rancidez, a não ser que haja presença de água. Por outro lado, o sistema de óleo de corte pode superaquecer, pois o óleo dissipa o calor muito menos rapidamente do que a água e é mais viscoso do que as emulsões aquosas. A maior facilidade de formar fumaça e eventualmente incendiar-se representa um risco algo maior. A facilidade de formar névoa faz com que as máquinas e a área vizinhas possam tornar-se escorregadias e sujas. Requerem, portanto, eficientes sistemas de exaustão da fumaça e vapor.

Aditivos EP não reduzem o desgaste se houver presença de finas partículas metálicas ou outros materiais abrasivos no fluido de corte. A purificação adequada do fluido de corte, portanto, é de grande importância.

Em grau crescente de eficiência quanto à propriedade EP, os óleos de corte podem ser classificados em ordem ascendente de efetividade, conforme segue:

– Presença de matéria graxa e seus derivados; fósforo e zinco;

– clorados;

– sulfurizados inativos;

– sulfurizados ativos;

– sulfurados;

– sulfoclorados.

 

A posição do cálcio como aditivo EP deve situar-se entre os sulfurizados inativos e os sulfurizados ativos.

O cloro está presente nos óleos de corte em forma de parafina clorada (o cloro neste tipo de combinação não é prejudicial à saúde humana).

Os óleos sulfurizados inativos contêm gordura sulfurizada (matéria graxa misturada com enxofre), inativa em relação ao cobre e suas ligas.

Os sulfurizados ativos podem combinar a gordura sulfurizada (inativa) com o enxofre ativo.

Os sulfurados contêm enxofre ativo (enxofre diretamente dissolvido no óleo mineral), podendo conter também gordura.

Os sulfoclorados combinam o enxofre (ativo e/ou inativo) com o cloro.

Nota: os termos “ativo” e “inativo”, quando usados neste contexto, significam a ocorrência ou não de ataque às ligas cuprosas (desde um ligeiro manchamento da superfície até corrosão).

 

 

Categories:   Lubrificação, Oleo

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