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A classificação SAE

A SAE – Society of Automotive Engineers = Sociedade dos Engenheiros Automotivos dos USA, elaborou a classificação SAE J300 para óleos lubrificantes automotivos, isto é, óleos de motor e de engrenagens. Esta classificação está em vigor há muito tempo, é adotada universalmente, e periodicamente sofre atualizações. Estas atualizações referem-se principalmente aos métodos de ensaio, porém a classificação continua existindo em sua forma básica.

Óleos para motor são expressos em graus SAE 0W, 5W, 10W, 15W,  20W e 25W e em graus SAE 20, 30, 40, 50 e 60. Nota: o grau SAE 60 é comum na Austrália.

Óleos para engrenagens são expressos em graus SAE 70W, 75W, 80W, 90, 140 e 250.

Nota: o sufixo W significa Winter = inverno em inglês e denota os graus de viscosidade que devem ser utilizados em clima frio.

Estes números são não dimensionais, isto é, são números que não se referem a alguma medida, ao contrário da classificação ISO VG, onde o número de cada número define a viscosidade em cSt a 40ºC.

Por isso dão margem a interpretações errôneas. O grau SAE 90 de óleo de engrenagens sugere ser muito mais viscoso do que um óleo de motor SAE 40, por exemplo. A tabela abaixo mostra que isso não é verdade.

Outra diferença importante é que, novamente ao contrário da classificação ISO VG, na qual cada grau é aproximadamente 50% mais viscoso do que ou anterior ou posterior, na classificação SAE não há um intervalo nítido entre cada grau.

Resulta que um óleo SAE 20, quando formulado no extremo alto de sua faixa de viscosidade, pode ser indistinguível, pelo menos sem equipamento de teste, de um óleo SAE 30 formulado no início de sua faixa.

Pode ocorrer o contrário: dois óleos SAE 30, por exemplo, sendo um formulado no início da faixa de viscosidade e sendo o outro formulado no final da faixa viscosidade, mesmo sem equipamento de laboratório, podem ser vistos como óleos com graus de viscosidade diferentes. Isso pode ser “visto” tanto pela pessoa (pelo impreciso teste dos dedos) como pelo próprio motor em termos de maior ou menor pressão de óleo.

Cabe neste momento ainda outra observação: inegavelmente até um leigo “sente” a diferença de viscosidade entre um óleo SAE 20 e 50 (novamente o teste dos dedos ou até a velocidade com que o óleo flui da lata de óleo). Porém há uma propriedade do óleo (qualquer óleo, na realidade) que costuma induzir as pessoas a um erro na avaliação visual da viscosidade de um óleo. Um óleo escuro sempre parece mais viscoso do que um óleo claro, embora ensaios de laboratório indiquem os dois terem viscosidade igual.

Apresentamos em seguida a classificação simplificada de viscosidade SAE de óleos de motor e a classificação de óleos de engrenagens igualmente simplificada.

Classificação de viscosidade SAE para óleos de motor (J300)

Grau de viscosidade SAE Viscosidades a baixas temperaturas Viscosidade a altas temperaturas
Simulador de partida a frio,  cP @ ºC max. Cinemática,  cSt) a 100ºC
Mínima Máxima
0W 3250 @ -30 3,8
5W 3500 @ -25 3,8
10W 3500 @ -20 4,1
15W 3500 @ -15 5,6
20W 4500 @ -10 5,6
25W 6000 @ -5 9,3
20 5,6 <9,3
30 9,3 <12,5
40 12,5 <16,3
50 16,3 <21,1
60 21,1 <26,1

NOTA: 1 cP = 1mPa×s; 1 cSt = 1 mm2/s

Viscosidade SAE – classificação de óleos para engrenagens

Grau de viscosidade SAE Temperatura máxima para a viscosidade de 150.000 cP(150 Pa.s) Viscosidade a 100ºC
ºC Mínima, cSt Máxima, cSt
70W -55 4,1
75W -40 4,1
80W -26 7,0
85W -12 11,0
80 7,0 <11,0
90 13,5 <24,0
140 24,0 <41,0
250 41,0

NOTA: 1 cP = 1mPa×s; 1 cSt = 1 mm2/s

Esta sobreposição dos graus SAE de óleo de motor e de engrenagens é ilustrada na figura em seguida. Estão incluídos os graus ISO VG e AGMA.

 

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